Como a categoria de “Pintores” tem enfrentado a COVID-19? É como os Fabricantes de Tintas têm ajudado!

Neste ano de 2020, foram muitos desafios enfrentados pela categoria de Pintores, como pandemia de Coronavirus (COVID-19), desemprego e inflação, mas graças a solidariedade de algumas empresas, como a Suvinil, que em parceria com CIEDS e o banco Afro, momento agora é de superação.

Foto: arquivo do blog.

A Suvinil e o CIEDS se uniram, com parceria estratégica do Banco Afro, para apoiar pintoras e pintores de todo o país no de 2020 através do projeto solidário, Pintar o Bem!

O Pimtar o Bem ajudou mais de 17 mil pintores e pintoras a ter acesso à informação e conteúdos de qualidade. E 1940 pintores e suas famílias foram beneficiadas com o apoio financeiro complementar de R$600.

Além da Suvinil, CIEDS e banco Afro, foram mais de 109 parceiros, entre pessoas e empresas das quatro regiões do país que colaboraram com o projeto Pintar o Bem.

Essas empresas e pessoas que ajudaram direto e indiretamente a categoria de Pintores do Brasil, estão de parabéns! É quando esse momento de pandemia passar, garanto que cada pintor que foi ajudado, irá lembrar de quem fez a diferença na sua vida.

Enquanto isso, dos dez maiores fabricantes de tintas que respondem por 75% do total das vendas no Brasil, somente 1 colaborou com o projeto Pintar o Bem, no caso, a Suvinil.

PINTORES: GRUPO DE RISCO – COVID-19

A categoria de pintores deveria ser levada a sério pelos fabricantes de tintas e considerada pelos governantes, um grupo de risco já que muitos deles arriscam a saúde por trabalhar com produtos químicos.

Por tabalhar com produtos químicos, os pintores têm mais chances desenvolver câncer de pulmão, como também podem ficar com a imunidade baixa e contraírem o COVID-19 de forma mais agressiva neste momento de pandemia.

Como de costume, os pintores trabalham com tintas imobiliárias ou industriais que contém em sua formulação, substâncias químicas e essas são uma das fontes de emissão de compostos orgânicos voláteis (COVs) que afetam de maneira negativa, a qualidade do ar em ambientes internos e externos.

Estes compostos compostos orgânicos e voláteis podem causar diversos danos à saúde dos seres humanos, tais como problemas respiratórios, efeitos neurotóxicos, carcinogenicidade, entre outros…

Fora isso, ainda agridem o meio ambiente, a vida animal e social.

Fonte: https://scholar.google.com/scholar?client=ms-android-samsung&um=1&ie=UTF-8&lr&q=related:Pi1oP7tH818fCM:scholar.google.com/#d=gs_qabs&u=%23p%3DfX6en01mBCUJ

Por trabalhar constantemente com tintas e produtos derivados que contém Covs – o pintor tem seu sistema imunológico afetado pelas químicas e assim, fica mais exposto à outras doenças.

Segundo uma meta-análise realizada em 2011 GUHA, Neela et al. Risco de câncer de pulmão em pintores: uma meta-análise. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2011, vol.16, n.8, pp.3613-3632. ISSN 1413-8123.  https://doi.org/10.1590/S1413-81232011000900029.

Conduziu-se uma meta-análise para comparar quatitativamente a associação entre o trabalho de pintor e a incidência ou mortalidade por câncer de pulmão. PubMed e listas de referência de publicações pertinentes foram pesquisadas e revisadas.

Para a análise, foram usados dados de 47 estudos de caso, coorte independente e ligação de dados (de um total de 74 relatórios), incluindo > 11 mil casos de incidentes ou morte por câncer de pulmão entre pintores.

Três autores coletaram dados e avaliaram a qualidade de estudo. O risco relativo (meta-RR, efeitos aleatórios) de câncer de pulmão em pintores foi de 1,35 [95% intervalo de confiança (IC), 1,29-1,41; 47 estudos] e 1,35 (95% IC, 1,21-1,51; 27 estudos) depois de se destacar os fumantes. O risco relativo foi maior naqueles que nunca fumaram (meta-RR = 2.00; 95% CI, 1,09-3,67; 3 estudos) e persistiu quanto restringido a estudos que foram ajustados para outras exposições ocupacionais (meta-RR = 1,57; 95% CI, 1,21-2,04; 5 estudos).

Estes resultados sustentam a conclusão de que exposições ocupacionais em pintores são causadamente associada com o risco de câncer de pulmão.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1413-81232011000900029&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Outro estudo realizado em 2016, fala sobre a Mortalidade por câncer entre pintores brasileiros das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Autores: Aline de Souza Espindola Santos, Amanda Alzira Friaes Martins, Jaime Silva de Lima, Armando Meyer. Fonte: https://scholar.google.com/scholar?client=ms-android-samsung&um=1&ie=UTF-8&lr&q=related:Pi1oP7tH818fCM:scholar.google.com/#d=gs_qabs&u=%23p%3D7ajSLE8nNH0J

Cad. saúde colet.,(Rio J.) 24 (4), 413-419, 2016

Como resultado de sua atividade profissional, pintores entram regularmente em contato com substâncias genotóxicas e carcinogênicas presentes em tintas, vernizes e massa corrida. Com isso, eles podem apresentar risco elevado para diversas doenças, dentre elas alguns cânceres.

Este estudo teve por objetivo comparar a mortalidade por cânceres específicos entre pintores e a população geral nas regiões Sudeste e Sul do Brasil no período de 1996 a 2013.

Os dados de morte por câncer foram obtidos por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), de acordo com a 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

Para determinar os riscos de morte por cânceres específicos, foi calculada a razão de chance de mortalidade (RCM), estratificada por faixa etária (25-44 anos e 45-64 anos) e por região.

Pintores mais velhos da região Sul e Sudeste apresentaram maiores chances de morte para câncer de orofaringe (RCM= 1, 73; IC95%: 1, 51-1, 98), hipofaringe (RCM= 1, 56; IC95%: 1, 20-2, 03) e laringe (RCM= 1, 45; IC95%: 1, 32-1, 61), quando comparados com a população geral. Esses resultados sugerem que pintores podem estar sob maior risco de adoecer e morrer por cânceres específicos como os do trato respiratório superior.